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Ativos Ociosos: o Custo Invisível que Destrói Valor no Setor Florestal

13 de fevereiro de 2026

Ativos Ociosos: o Custo Invisível que Destrói Valor no Setor Florestal

Muitas empresas concentram esforços na redução de custos operacionais diretos, mas deixam de avaliar um componente econômico menos visível: o custo associado à ociosidade de ativos. Este custo não se manifesta como despesa imediata, mas como perda de valor decorrente da manutenção de capital imobilizado sem retorno compatível ao longo do tempo, comprometendo a rentabilidade do negócio.

Embora o conceito de ociosidade seja recorrente na indústria, ele assume características específicas no setor florestal, conforme segue:

 

Setor florestal

Indústria

Tipo de ativo

Áreas florestais e florestas em pé

Máquinas, equipamentos e plantas industriais

O que é ociosidade

Ativos biologicamente produtivos que não geram retorno econômico

Capacidade instalada parada ou subutilizada

Principais causas

Ciclo longo, riscos produtivos, restrições institucionais e desalinhamento com o mercado

Queda de demanda,  falhas operacionais ou excesso de capacidade instalada

Impacto econômico

Capital imobilizado e perda de valor ao longo do tempo

Aumento do custo unitário de produção

Na contabilidade gerencial, a ociosidade está associada à forma como a capacidade produtiva é incorporada ao processo decisório. Quando capacidade produtiva, planejamento econômico e estratégia de mercado estão integrados, o ativo deixa de ser apenas um estoque físico e passa a ser tratado como uma variável econômica, orientando decisões mais consistentes sobre seu uso.

No setor florestal, essa integração é especialmente relevante em função da natureza biológica do ativo e dos ciclos de longo prazo. Decisões relacionadas ao uso das áreas, ao momento economicamente ótimo de colheita, à escolha de produtos e à articulação com arranjos produtivos e mercados condicionam diretamente a capacidade de transformar potencial produtivo em geração de fluxos de caixa ao longo do tempo.

Avaliações econômicas estruturadas, associadas a estudos de mercado, permitem comparar alternativas de uso da terra e da floresta, identifica demandas efetivas, definir o momento econômico de colheita e alinhar a produção florestal às condições reais de mercado. Ao relacionar capacidade produtiva, custos, preços, riscos e fluxos de caixa esperados, torna-se possível reduzir a ociosidade e direcionar  estratégias mais aderentes à dinâmica do setor.

A STCP atua na avaliação técnico-econômica de ativos florestais e industriais, integrando estudos de mercado, análise de viabilidade e cenários de uso dos ativos, contribuindo para tomada de decisão orientada à geração de valor no longo prazo.

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