Ativos Ociosos: o Custo Invisível que Destrói Valor no Setor Florestal
Muitas empresas concentram esforços na redução de custos operacionais diretos, mas deixam de avaliar um componente econômico menos visível: o custo associado à ociosidade de ativos. Este custo não se manifesta como despesa imediata, mas como perda de valor decorrente da manutenção de capital imobilizado sem retorno compatível ao longo do tempo, comprometendo a rentabilidade do negócio.
Embora o conceito de ociosidade seja recorrente na indústria, ele assume características específicas no setor florestal, conforme segue:
Setor florestal | Indústria | |
Tipo de ativo | Áreas florestais e florestas em pé | Máquinas, equipamentos e plantas industriais |
O que é ociosidade | Ativos biologicamente produtivos que não geram retorno econômico | Capacidade instalada parada ou subutilizada |
Principais causas | Ciclo longo, riscos produtivos, restrições institucionais e desalinhamento com o mercado | Queda de demanda, falhas operacionais ou excesso de capacidade instalada |
Impacto econômico | Capital imobilizado e perda de valor ao longo do tempo | Aumento do custo unitário de produção |
Na contabilidade gerencial, a ociosidade está associada à forma como a capacidade produtiva é incorporada ao processo decisório. Quando capacidade produtiva, planejamento econômico e estratégia de mercado estão integrados, o ativo deixa de ser apenas um estoque físico e passa a ser tratado como uma variável econômica, orientando decisões mais consistentes sobre seu uso.
No setor florestal, essa integração é especialmente relevante em função da natureza biológica do ativo e dos ciclos de longo prazo. Decisões relacionadas ao uso das áreas, ao momento economicamente ótimo de colheita, à escolha de produtos e à articulação com arranjos produtivos e mercados condicionam diretamente a capacidade de transformar potencial produtivo em geração de fluxos de caixa ao longo do tempo.
Avaliações econômicas estruturadas, associadas a estudos de mercado, permitem comparar alternativas de uso da terra e da floresta, identifica demandas efetivas, definir o momento econômico de colheita e alinhar a produção florestal às condições reais de mercado. Ao relacionar capacidade produtiva, custos, preços, riscos e fluxos de caixa esperados, torna-se possível reduzir a ociosidade e direcionar estratégias mais aderentes à dinâmica do setor.
A STCP atua na avaliação técnico-econômica de ativos florestais e industriais, integrando estudos de mercado, análise de viabilidade e cenários de uso dos ativos, contribuindo para tomada de decisão orientada à geração de valor no longo prazo.