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Do pinus à consolidação da indústria florestal: Joésio Siqueira relembra seis décadas de transformação do setor no Brasil

6 de novembro de 2026 Por Marketing STCP

Em entrevista especial à BandNews FM Curitiba, o vice-presidente da STCP, Joésio Siqueira, resgata sua participação na expansão do reflorestamento brasileiro e destaca a importância econômica do pinus para o desenvolvimento industrial do Paraná.

A história do pinus no Brasil se confunde com a própria evolução da engenharia florestal e da indústria de base florestal brasileira. Introduzida no país há 120 anos, a espécie passou de uma alternativa pouco valorizada a uma das principais matérias-primas da indústria madeireira nacional, impulsionando investimentos, empregos, desenvolvimento tecnológico e a transformação econômica de diversas regiões.

Essa trajetória foi tema da reportagem especial “Pinus: a árvore que atravessa gerações e transforma a indústria paranaense”, produzida pela BandNews FM Curitiba, que contou com a participação do Dr. Joésio Siqueira, vice-presidente da STCP Engenharia de Projetos.

Com mais de seis décadas de atuação no setor florestal, Dr. Joésio compartilhou experiências que ajudam a compreender como o Brasil construiu uma das mais importantes cadeias produtivas baseadas em florestas plantadas.

Uma visão que começou na década de 1960

A relação de Joésio com o pinus começou em 1961, quando uma árvore plantada na entrada de uma fazenda, no município da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, despertou sua curiosidade.

Naquele período, o potencial econômico da espécie ainda era pouco reconhecido. A utilização industrial da madeira proveniente de florestas plantadas estava em seus primeiros estágios, enquanto a exploração de espécies nativas ainda ocupava posição predominante no abastecimento da indústria.

Ao recordar esse momento, Joésio destaca a transformação que começou a ocorrer no final daquela década:

“Ninguém acreditava muito que isso pudesse resultar em dinheiro. […] Começaram a vender as primeiras toras de pinus, e isso começou a dar um resultado.”

Segundo ele, o reconhecimento das características tecnológicas da madeira representou um marco importante na consolidação da atividade.

A madeira serrada de pinus passou a ser considerada uma alternativa para determinadas utilizações até então atendidas pela araucária, contribuindo para modificar a percepção de produtores e empresários sobre o potencial das florestas plantadas.

Uma contribuição direta à expansão do reflorestamento brasileiro

A trajetória profissional de Joésio ultrapassou a experiência com o cultivo e a produção florestal.

Ao longo de sua carreira, participou de atividades relacionadas à formação de profissionais, à produção de mudas, à implantação de viveiros e ao desenvolvimento de políticas públicas destinadas à expansão da silvicultura brasileira.

Um dos momentos mais relevantes ocorreu durante sua atuação como diretor de Economia Florestal do antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF).

Na entrevista, Joésio relembrou sua participação na implantação de uma expressiva área de florestas produtivas:

“Tive a honra, a satisfação de proporcionar o reflorestamento de mais de dois milhões de hectares de pinus em todo o Brasil.”

Esse testemunho evidencia a dimensão histórica das iniciativas de reflorestamento desenvolvidas no país e a contribuição de profissionais que participaram da estruturação de uma base florestal capaz de sustentar a expansão industrial nas décadas seguintes.

A experiência também demonstra a importância das políticas de longo prazo, da pesquisa, da formação de recursos humanos e do planejamento na consolidação de investimentos florestais.

O pinus como fator de transformação econômica

Na reportagem, Joésio ressalta a importância da espécie para a indústria madeireira da Região Sul, onde o pinus ocupa posição estratégica no suprimento de matéria-prima.

“O pinus é a salvação da indústria madeireira no Sul do Brasil. Não tem nenhuma dúvida disso.”

A declaração sintetiza a relevância alcançada pela espécie após décadas de investimentos em silvicultura, melhoramento genético, manejo e desenvolvimento industrial.

Atualmente, o pinus abastece diversos segmentos produtivos, incluindo serrarias, fábricas de painéis, papel e celulose, embalagens, móveis, componentes para construção civil e produtos de madeira de maior valor agregado.

No Paraná, a cadeia de florestas plantadas se consolidou como uma importante atividade econômica, integrando produtores rurais, empresas industriais, prestadores de serviços, universidades e instituições de pesquisa.

Competitividade que alcança outras atividades agrícolas

Outro aspecto destacado por Joésio é a evolução da rentabilidade da produção florestal.

Com a melhoria dos sistemas de manejo, o aperfeiçoamento genético e o aumento da produtividade, o cultivo de pinus passou a oferecer oportunidades econômicas relevantes aos produtores rurais.

Ao comparar os resultados da silvicultura com os de culturas agrícolas tradicionais, Joésio afirmou:

“O pinus compete quase em igualdade de condições com cultivos temporários, como é o caso da soja, do feijão, do milho, etc.”

Sua avaliação demonstra a evolução da percepção econômica sobre a atividade florestal. O que inicialmente era considerado um investimento de retorno distante tornou-se uma alternativa produtiva com papel relevante na diversificação do uso da terra e na geração de renda.

Essa comparação deve considerar as características específicas de cada atividade, especialmente os ciclos de produção, os investimentos necessários e as condições regionais de mercado.

Planejamento, tecnologia e sustentabilidade: os desafios das próximas gerações

A consolidação do pinus como matéria-prima industrial também reforça a importância da gestão sustentável das florestas plantadas.

O futuro da cadeia produtiva depende de fatores como produtividade, disponibilidade de terras adequadas, logística, pesquisa e desenvolvimento, uso eficiente de recursos e manutenção de uma relação equilibrada com a conservação dos ecossistemas nativos.

Novas oportunidades estão associadas à bioeconomia, ao desenvolvimento de produtos de madeira engenheirada, à utilização de biomassa e à substituição de materiais de maior intensidade de carbono.

Nesse cenário, o conhecimento acumulado ao longo das últimas décadas constitui um ativo estratégico para orientar novos investimentos e aprimorar a competitividade do setor.

STCP: experiência que conecta a história da silvicultura ao futuro da indústria

A participação de Joésio Siqueira na reportagem da BandNews FM Curitiba representa também um reconhecimento da trajetória de profissionais que contribuíram para a consolidação da engenharia florestal brasileira.

Essa experiência está alinhada à história da STCP Engenharia de Projetos, que há mais de quatro décadas atua no planejamento e no desenvolvimento de projetos florestais, industriais, ambientais e de infraestrutura.

Com atuação no Brasil e no exterior, a empresa reúne conhecimento técnico e capacidade de planejamento para apoiar investimentos, desenvolver soluções de engenharia e contribuir para o uso sustentável dos recursos naturais.

Ao compartilhar suas experiências, Joésio demonstra que a consolidação de uma cadeia produtiva exige visão de longo prazo, continuidade de investimentos, inovação e capacidade de transformar conhecimento em resultados.

A história do pinus no Paraná é, sobretudo, uma história de planejamento, perseverança e desenvolvimento — construída por gerações de profissionais que ajudaram a transformar uma espécie inicialmente pouco valorizada em uma das bases da indústria florestal brasileira.

Fonte: Reportagem especial da BandNews FM Curitiba — “Pinus: a árvore que atravessa gerações e transforma a indústria paranaense”.

Entrevistado em destaque: Joésio Deoclécio Pierin Siqueira, vice-presidente da STCP Engenharia de Projetos.

Reportagem original: https://bandnewsfmcuritiba.com/pinus-a-arvore-que-atravessa-geracoes-e-transforma-a-industria-paranaense/

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